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:iconguare:

Artist's Comments

German World War Soldiers Running into the Gas.

No lines, only textures. It was just a test that earned me a good grade at university.

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A velocidade talvez seja o aspecto mais marcante da evolução do homem. No principio, podia-se no máximo correr. Com a domesticação dos animais, passou-se a cavalgar. Séculos mais tarde, esta velocidade cresceu exponencialmente, com a máquina a vapor trabalhando o equivalente a inúmeros cavalos, seja na rapidez, seja na força.
Esta mesma ciência Newtoniana clássica que levou o homem a romper a velocidade do cavalo em uma locomotiva levou-o a romper as barreiras da obscura alquimia, trazendo à luz a química. Luz esta que, ao tocar uma folha de papel coberta por uma fina película de nitrato de prata, revela uma copia exata em duas dimensões do objeto emissor de luz. A fotografia.
Duas tecnologias distintas e aparentemente não-correlacionadas: Uma física, outra química; uma vencendo a velocidade, a outra vencendo a história. Contudo, basta apenas um olhar minucioso e observar-se-á que ambas tem muito em comum. A começar pela epoca, pelo momento em que foram criadas. Seguida pelo furor que causaram, ao mexerem com o imaginário da sociedade vitoriana do séc. XVIII. Terceiro pelo fato de encurtarem o mundo, pois agora podia-se ver como era de fato a África, detalhadamente, e se necessário, viajá-la em rapidos navios de caldeira a vapor. Finalmente, pelo impacto profundo que causaram nas artes.
A fotografia liberou os artistas das algemas da realidade. Não mais necessitavam pintar com rigor técnico e perspectivo, pois já existia um aparato que o fazia muito mais depressa e simplesmente. Os impressionistas, já no séc. XIX, começavam a se desligar da realidade, deixando suas emoções pintarem mais que o pincel.
A Europa vivia a belle epoque, a epoca da tecnologia, das novas idéias e das novas artes. Cada vez mais rapido, numa espiral rumo ao desastre, porém cegos pelo brilho da lâmpada elétrica, os europeus viviam mudanças abruptas em seu modo de vida. A primeira vanguarda artística a retratar o sentimento de um povo correndo em direção ao desastre foi o futurismo.
O futurismo nasceu na Itália, em meados de 1907. Alguns afirmam que seu pai fora Ferruccio Busoni, compositor e escritor, que deu a luz ao movimento com a obra Entwurf einer neuen Ästhetik der Tonkunst (Rascunho de uma Nova Estética Musical). A ideologia futurista abrangia diversos meios artísticos além da música e pintura, como poesia, escultura, arquitetura e até gastronomia, todas tendo o conceito “velocidade” como fonte de inspiração.
Um manifesto futurista, que explanava seus principais motes e ideais, fora escrito por Filippo Tommaso Marinetti em 1909, e deixava claro (senão implícito) sua tendência nacionalista, talvez fascista ou até anarquista, o desprezo à mulher, o amor pela violência e pela guerra (“única higiene do mundo” ), assim como pelos sentimentos fortes e arrebatadores. A tecnologia também ocupa um lugar de destaque no imaginário futurista, que considera “um automóvel rugidor, que parece correr sobre a metralha (...) mais belo que a Vitória de Samotrácia.”
O fato de o berço do futurismo residir na Itália não foi uma coincidência. Sua recente unificação era o combustível que alimentava o nacionalismo de seu povo, que tinha um histórico de pensadores e grupos anarquistas conhecidos. Sua incipiente revolução industrial foi, paradoxalmente, a principal causa do amor pela tecnologia, além do fascínio natural que esta causava. A Itália invejava o poderio industrial de nações como a Prússia e a Inglaterra (que vivenciaram certos graus de futurismo em suas artes) e exaltava a máquina e a indústria como forma acelerar o crescimento de sua propria.
A pintura futurista foi influenciada pelo cubismo e pelo abstracionismo, mas a utilização de cores vivas e contrastes e a sobreposição das imagens pretendia dar a idéia de dinamismo – deformação e desmaterialização por que passam os objetos e o espaço quando ocorre a ação. Para os futuristas, os objetos não se esgotavam no contorno aparente e os seus aspectos interpenetram-se continuamente a um só tempo. Procurava-se neste estilo expressar o movimento real, registrando a velocidade descrita pelas figuras em movimento no espaço. O artista futurista não está interessado em pintar um automóvel, mas captar a forma plástica a velocidade descrita por ele no espaço.

O futurismo é apaixonante. O ódio, o metal, a velocidade e a ação são cativantes assim como a paixão e o êxtase. O desapego as regras, remetendo ao anarquismo, é igualmente aprazível, e tais fatos fazem do futurismo minha vanguarda predileta. Como nada é perfeito, tal êxtase violento acaba por dar ao futurismo certa face fascista e tola, como se realmente a violência e intolerância fosse o único remédio para o homem. O ódio, assim como o amor, tem seu emprego correto e devido, nunca podendo seu uso ser desmedido, e este foi um grande erro dos futuristas. Esta paixão louca pela violência culminou com a Grande Guerra, uma guerra estupida, que ceifou a vida de milhões de tolos dispostos a morrer por seu país. O desastre pós 1918 foi tão evidente que minou a ideologia futurista. O mundo tinha entendido que a violência não era um caminho viável, muito embora este erro seja repetido sistematicamente de tempos em tempos.
A maior fonte de inspiração para a confecção de minha releitura foi sem dúvida alguma os traços, a ausência de linhas delineadoras e as pinceladas (no meu caso “canetadas” ) rapidas. Não gosto de abstracionismo tampouco sou capaz de exercê-lo, sequer mediocremente, portanto retratei uma cena que, apesar de não ter o nível de abstração comum ao futurismo, é a minha interpretação dos principios dessa vanguarda. Sacrifiquei também um dos recursos mais curiosos do futurismo, que são as “múltiplas pernas”, a repetição para criar movimento e substitui as cores vivas e berrantes numa alusão a “Guernica”, de Pablo Picasso, totalmente em tons de cinza, pois não quis dar vida a guerra, assim como os soldados parecem-se mais com robôs que com humanos (vide a máscara de gás). A cena retrata soldados alemães abandonando suas trincheiras e correndo em meio ao gás. A luz da lua foi substituída por sinalizadores, conotando a opressão sobre a natureza, assim como as nuvens são representadas por gás mostarda.

Comments


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:iconwakabee:
olhai =O

hachuras são foda =P ficou muito bom =)

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:iconraposabranca:
Ué, Jane já liberou as notas? XD

Cê sabe que eu adorei! =P

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:bulletgreen: And music is my aeroplane.



..."Us PIDGEY saum us RATTATTA qui avúa!!"
:iconguare:
"Olhai"

É impressão minha ou você usou um tio ~ ?

HAUAHUAIUHA

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Amar as canetas nankim é: palitar o dente com uma bico de pena.
:iconguare:
Não, mas eu conheço ela desde os tempos da batalha de Trafalgar e quando ela sorri daquele jeito, eu sei que ela gostou. XD

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Amar as canetas nankim é: palitar o dente com uma bico de pena.
:iconwakabee:
huahauhau XD não mas tipo... eu acho dificil fazer hachuras o,o' quem faz algo assim bonitão, eh o miyazaki, no nausicaa, eu to sacando q eh soh bico d pena, e tanta luz e sombra... muito foda =O

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:iconguare:
Fazer isso em bico é trabalho de japonês mesmo. Tentei uma vez, gastei dinheiro a toa. Vide minha assinatura... XD

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Amar as canetas nankim é: palitar o dente com uma bico de pena.
:iconsuperander:
ha! demorou de aparecer hein!?
tá muito massa isso aew bro! Lembra Nausicaa...
pra qual matéria vc fez esse trabalho (penoso)?

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Superander é: ser desprovido de nádegas...
:iconwakabee:
ahuahuahau

eu nem artefinalizo mais o,o'... uma vez perdida soh, vivo dos lapis XD

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:iconguare:
História da Arte II... nada a ver né? Eu tentei uma parada meio futurista..

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Amar as canetas nankim é: palitar o dente com uma bico de pena.

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May 13, 2008
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